Preconceito como tema em Conto Infantil

A atividade em 24 de setembro foi escrever um conto infantil que trate do tema preconceito, com referencias à obra estudada, Menina Bonita do Laço de Fita, de Ana Maria Machado.Seguem os contos. Tenham uma boa leitura!

O gato triste

Maria era uma criança, muito bonita.Seus cabelos eram lisos como uma seda. Os olhos azuis, tal como se fossem um mar.
Perto da sua casa morava um gato preto, com seus olhos negros que pareciam jabuticabas.
O gato era apaixonado pela garota. Mas a menina não queria nem saber dele, pois achava ele muito preto, a mãe dia que gato prato dava azar!
E com tudo isso, ela manteve a distância dele. Bichano como era chamado, andava triste, muito triste. Até que um dia, ele resolveu chegar perto dela e alisando-se em suas pernas, resmungou:
-Maria minha linda! Ah, se eu pudesse ficar bem branquinho para que você se apaixonasse por mim!
Maria, com seu jeito delicado e meigo, indagou:-Ah! Gatinho não sabia que você era tão lindo assim, pois eu te julgava, por ser preto! Agora penso diferente, somos todos iguais!
Daquele dia em diante, nunca mais foi visto triste o Bichano... Ele tornou-se muito feliz!

De Ana Lucia de Souza
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Uma linda melodia

Bianca morava no meio de uma estrada solitária, em que quase ninguém passava. Ela era muito branquinha, mais do que seus coleguinhas e tinha os cabelos cor de fogo, por isso, sempre se sentia sozinha.
As garotinhas de sua escola, achavam diferente a cor dos cachos da menina, mas gostavam, apesar de nunca terem falado com a Bianca.
Certo dia enquanto brincava sozinha no amontoado de lenha. Bianca escutou uma leve e linda melodia, que parecia estar vindo dum riachinho que corria por ali perto. Ela se levantou e saiu andando, seguindo a linda melodia Quando chegou ao riacho, viu uma menina sentada numa pedra, cantarolando a melodia enquanto olhava a água azul. Curiosa, Bianca cumprimentou a menia.
-Olá!
A meninazinha levou um susto tão grande que saiu do lugar e ficou em pé. Bianca ficou boba com a beleza diferente da menina, que olhava timidamente para baixo.
-Qual é o seu nome?
Bianca perguntou, observando melhor o rosto da garotinha
-Aimoé.
Aimoé tinha a pele cor de café com leite, os olhinhos pretos como pequenas jabuticabas, os cabelos lisos e cor de noite sem lua, o rosto pintado de vermelho.
-Meu nome é Bianca. eu nunca te vi na escola da cidade.
-Eu não estudo lá.
Bianca ficou pensando no porquê de Aimoé não estudar lá.
-Porque?
-Porque sou diferente. Não consigo fazer amigos, pois todos lá são parecidos, mas eu não.
-Eu também não sou parecida com ninguém, mas eu consigo fazer amigos.
Aimoé afundou seus pés pequenos na terra e olhou novamente para o chão.
-A sua pele é um pouco parecida, e você não tem outra cor no rosto além dessa.
-Agora vou ser sua amiga, Aimoé sorriu, e Bianca estendeu a sua mãozinha. Aimoé apertou forte, agora tinha uma amiguinha e ela não se preocupava com sua aparência.
-Você é muito bonita, Aimoé. Muito mais bonita do que as meninas na escola.
Aimoé sorriu.
-Você também é muito bonita, amiga Bianca, é diferente, por isso mesmo é bonita.
Então saíram para brincar, a mãozinha branca, misturada com a mãozinha cor de café com leite, agora estavam juntas e seriam amigas para o resto da vida.
De Taynara de C. Medeiros.
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Joaquim e sua lancheira.

A escola realmente é um lugar onde nós crianças passamos boa parte da vida.
Mas meu amigo Joaquim não gostava muito de ir.
Acordar cedo era muito difícil para ele e ficar com outras crianças era mais.É que na hora do recreio os seus colegas levavam doces e salgados, e ele só levava frutas, que sua mãe colocava na sua lancheira, pois ele estava um pouco gordinho e seus colegas não o chamavam para brincar, porque ele logo cansava. Mas Joaquim não abria mão do seus doces, se ele ficasse sem come-los ele ficava muito irritado.
A mãe então falou para ele.
-Se você levantar cedo e ir para escola sem reclamar das frutas que eu mando em sua lancheira, ao final do dia eu lhe darei um bombom.
E ele respondeu:
-Esta bem mamãe, eu irei a escola e comerei todas as frutas no recreio sem reclamar.
Sua mãe ficou contente e ele também, e Joaquim conseguiu desse modo emagracer e já não se cansava mais para brincar e correr com seus colegas.
De Silvana Domingues Cugler.
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A pequena indiazinha

Rafael morava na cidade com sua família, e adorava ouvir as histórias de sua vovó sobre índios. Sua família estava cansada da vida agitada da cidade e, certo dia se mudaram para uma casa no campo.
Em uma bela tarde de sol Rafael saiu para brincar aos redores de sua nova casa, quando ouviu o canto de um pássaro.Ele se encantou com aquele som melodioso, suave e doce. Então, Rafael seguiu o canto entrando dentro da mata.
Mesmo sem ter visto o pássaro, Rafael seguiu o canto até que ele parou. O menino então, percebeu que havia se perdido e não sabia o caminho de volta para casa. Quando de repente, surge em sua frente uma linda menininha. Ela tinha longos cabelos negros e lisos, olhos puxados e de uma cor amendoada, sua pele era da cor da terra e seu corpo era enfeitado e pintado de vermelho.
Rafael logo reconheceu que era uma indiazinha. Ela também se encantou com Rafael e disse que era ela que tinha reproduzido o canto daquele pássaro e que o atraiu com o canto para brincar com ele.
os dois brincaram a tarde toda. A indiazinha que se chamava Araci o ensinou o canto de alguns pássaros, mostrou-lhe as frutas, árvores e diversos animais que habitam parte da mata.
Rafael queria saber como era a vida na mata e queria ser um indiozinho. Araci curiosa queria saber como era a vida na cidade.
Já estava quase anoitecendo quando Araci decidiu o levar para casa. Chegando em casa ele encontrou sua mãe que estava muito preocupada. Rafael contou toda a sua aventura na mata, sobre os animais e plantas que conheceu, e estava mais feliz ainda por ter conhecido uma nova amiguinha, a pequena indiazinha.

De Larissa Domingues Cugler.
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Tico nas asas do preconceito.

Na floresta havia um passarinho chamado Tico, ele era tão amarelinho, mais tão amarelinho que parecia ser feito com os raios de sol no verão. Todos o respeitavam pela sua beleza e pelo seu trabalho, ele era guarda na floresta e ajudava muito nos problemas da sociedades dos bichos.
Certo dia o macaco Inocêncio foi pedir a sua ajuda, pois a sua filhinha Lulu, havia se perdido na floresta. Ele era um macaco pretinho, curioso, simpático, e amava cuidar dos animais, tanto é que ele era o médico da floresta.
Tico tinha um grande defeito, ele não gostava de nada e nem de ninguém que tinha a cor preta. O passarinho negou a ajudar o pobre macaco a encontrar sua filhinha, e Inocêncio ficou triste e magoado com a situação, até que decidiu sair e encontrar sua filha sozinho.
Tico acabou por bater no tronco de uma árvore e machucou-se muito, não podendo nem se mover, de tanta dor.
Inocêncio havia encontrado Lulu perto da cachoeira e ao voltar com a filha, viu Tico deitadinho e foi socorre-lo.
-O que aconteceu Tico? Disse o macaco.
Estou todo quebrado.
-Não se preocupe eu vou te ajudar.
Inocêncio deixou Lulu cuidando de Tico e foi buscar sua malinha para socorre-lo. Em pouco tempo, o macaco já havia voltado,e cuidado do Tico.
O pássaro ficou surpreso, e ao mesmo tempo envergonhado com a atitude do macaco, pois ele havia se enganado ao desprezá-lo.
-Muito obrigado Inocêncio, você foi um herói pra mim, salvou a minha vida.
Disse o passarinho.
-É meu dever Tico.
-Me desculpa, por tudo o que eu te fiz.
O macaco sorriu e aceitou o pedido de desculpas. Desde esse dia, Tico começou a trara os animais não pela cor, mas pelo seu caráter.

De Aline Cristina de Ramos.
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A linguagem universal

Quando Luiza tinha seis anos, todas as tardes, quando não estava chovendo, ela saía pra brincar no pomar da sua casa.
Certo dia, um curioso esquilo  que estava atrás de uma das árvores, viu Luíza e a achou tão bonita que não conseguia parar de olhar.
O esquilo então começou a fazer de tudo para atrair a atenção da menina. Fazia barulho pulando nas folhas secas e roendo nozes que estavam caídas pelo chão.
Mas a menina continuou brincando com sua boneca como se nada tivesse acontecendo.
Daí, o esquilo resolveu falar:
- Ei, japonesinha, olha pra mim!
Mas ela não olhou.
Revoltado, o esquilo gritou:
- De que adianta ser tão linda, se é tão orgulhosa?
Mas nem assim ela ligou.
Quando o esquilo desistiu e já ia embora, ouviu um barulho e percebeu que alguém estava chegando. Então, sua curiosidade foi maior e ficou olhando.
Quem chegava era uma mulher. Devia ser a mãe da menininha, pois era muito parecida com ela.
A mulher chegou na frente da menina e fez alguns gestos com as mãos. A menina levantou e fez outros gestos, com a boneca no colo. Elas se abraçaram e foram embora gesticulando.
O esquilo deu um salto de alegria, porque ele tinha acabado de descobrir que a menina não estava fazendo pouco caso dele, ela só não podia ouvir.
No dia seguinte, quando Luíza chegou ao jardim, o esquilo tomou coragem e apareceu bem frente dela.
Luíza fez uma expressão de susto, mas logo abriu um grande sorriso e os braços para o esquilo, que com ela se aconchegou.
Hoje os dois são grandes amigos. A surdez de Luíza não atrapalha as brincadeiras dos dois, pois eles usam a linguagem do amor.

de Angela Takahashi e Ana Paula Silva de Souza

3 comentários:

  1. Muito egosista da sua parte não partilhar um material tão belo e rico para os nossos pares educadores... e uma pena, falar sobre preconceito requer uma outra postura. Saudações

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    1. Olá! Foi muito rica também a experiência e compartilho quase tudo por aqui, pela net; Sou Pedagogo, P.E.Fundamental em Miracatu/SP e em Iguape (ciclo II, Informática). Porém, nem sempre temos oportunidade de realizar Oficinas como essas que aconteceram aqui em Iguape com outros educadores. Falamos sobre o preconceito, neste trabalho, de maneira 'próativa' desmistificando e atingindo o cerne da questão que permite que ele aconteça: o desconhecer da realidade do outro. Abraço!

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  2. O complicado é quando um conto que deveria combater o preconceito é altamente preconceituoso. "Tico tinha um grande defeito.Ele não gostava de nada e nem de ninguém que tivesse a cor preta." E o personagem que representaria uma pessoa negra é colocada no conto na figura de um MACACO?!!!!!!!!!!!!!!!!! Pelo amor de Deus! É cada ideia! Espero que esse conto especificamente seja para ensinar como não tratar de preconceitos. Altamente racista.

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